sexta-feira, outubro 23, 2015

BCN #21

Esta é a Barcelona de que nos avisaram. Fervendo turistas. Diz-me ela, que já percorreu mais ruas nestes dias do que eu em toda a estadia, que se ouve principalmente inglês, francês e brasileiro. Seguimos na corrente multilinguística para mais um ponto chave da cidade: o Parc Güell.
Salienta-se o trencadís, a arte em mosaico que dá nova vida ao azulejos. A cor das obras alegra o dia e combina com o céu limpo e caloroso de hoje. Os dois edifícios da entrada dão o mote. De um lado, uma fila significativa aguarda para entrar nas salas pintadas de azul intenso que miramos cá de fora. Do outro, torre esguía sobressai de mais um telhado colorido, curvo, surpreendente pelos acabamentos alegres. 
Em frente, subimos a escadaria para encontrarmos o maior símbolo de Barcelona: a salamandra. À vez, os turistas aproximam-se para tirar a sua fotografia. Cada qual com a sua pose, ora com a mão no dorso do animal, ora arriscando o interior da boca, ora simplesmente sorrindo ali ao lado. Junto à salamandra está um guarda que, após alguns minutos a observar a cena, me parece já fazer parte do próprio quadro. Atento e discreto, torna-se visível quando alguém se encosta. Pode tocar, mas não se encoste! Pergunto-me se não merecerá também ficar numa recordação fotográfica, tal é a sua eficiência e tolerância ao aborrecimento da função.
Subimos até ao miradouro onde se tiram todas as selfies. Daqui podemos enquadrar os dois edifícios da entrada com a longitude da cidade e o mar, ao fundo. Tudo com um parapeito curvilíneo e brilhantemente colorido. Todos saberão onde estivemos. 

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