Mas antes de um recomeço de nova caminhada nestes corredores improvisados, alguém (quem mais?) sugeriu um momento para escutar. Só isso. Foi prometido, então, para a paragem seguinte. Parámos, a senhora explicou, deu permissão para uns momentos de escuta e o grupo anuiu.
E assim se fez o silêncio. Tão pesado e denso, detal forma profundo que o corpo implodiu para a sua verdadeira pequenez dentro deste monstro, sólido e poderoso, que nos engole pacificamente. Ouvimos as gotículas cair à nossa volta, em tempos caóticos, indiferentes à prepotência humana que as tenta admirar. Alguém ri, outro tosse, o silêncio, de apenas dois segundos, é rapidamente quebrado pelo incomodo geral e pela pressa da senhora. Foi o bastante, julga. Mas alguém (quem mais?) confessa que soube a pouco.